Uso do telemóvel ao volante continua a aumentar
O uso do telemóvel durante a condução continua a ser uma das infrações mais recorrentes nas estradas portuguesas, e os dados mais recentes confirmam uma tendência preocupante.
Nos primeiros três meses de 2026, a GNR registou 4.179 infrações relacionadas com o uso indevido do telemóvel ao volante, um comportamento de risco que continua a aumentar e que atingiu este ano o valor mais elevado dos últimos três anos.
De acordo com a GNR, este crescimento reflete um incumprimento persistente das normas de segurança rodoviária, sendo o manuseamento de dispositivos eletrónicos um dos principais fatores de distração ao volante. No total, durante o ano de 2025, foram registadas 18.631 infrações, o que representa um aumento de cerca de 8% face a 2024. A análise por períodos mostra ainda que o primeiro trimestre foi particularmente crítico, com números superiores aos verificados em anos anteriores.
Mas o verdadeiro problema não está apenas na infração em si. O uso do telemóvel ao volante é considerado uma contraordenação grave, o que significa que as consequências vão muito além da coima. O condutor pode enfrentar perda de pontos na carta, proibição de conduzir e registo da infração no cadastro rodoviário durante vários anos. E há um ponto essencial que muitos condutores continuam a ignorar:
Nota importante:
O pagamento da multa não evita a perda de pontos, nem a proibição de conduzir. Estas sanções mantêm-se e podem ter impacto direto na sua capacidade de conduzir.
Num cenário em que este tipo de infração está a aumentar e a fiscalização é cada vez mais rigorosa, torna-se fundamental não desvalorizar uma notificação. Em muitos casos, existe margem para analisar o processo e perceber se o enquadramento legal foi corretamente aplicado.
Azares acontecem. Só não acontecem a quem não conduz.
Se foi multado por uso de telemóvel ao volante, a Multas e Coimas ajuda a analisar o seu processo e a proteger os seus pontos e a sua carta de condução.
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